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O tempo, na minha opinião, é um dos piores fantasmas
do concurseiro. Na era globalizada em que vivemos, perdeu-se a
noção de processo, o que há é uma
tendência de as coisas serem cada vez mais instantâneas.
Lanchonetes fast-food, alimentos pré-cozidos, compras on
une, tudo isso acaba formando uma sociedade imediatista. E o concurseiro
tem de sobreviver em meio a tudo isso.
Perguntas como: “Quanto tempo vou ter de estudar até
passar?”, “Quanta horas vou ter de estudar por dia?”
são vala comum
nas rodas de concurseiros. Utilizo o termo “vala”
propositalmente. Quem se preocupa demais com isso acaba entrando
numa verdadeira vala. Infelizmente, tais questionamentos em nada
colaboram para a aprovação. Pelo contrário,
geram ansiedade e preocupações desnecessárias
para o concurseiro. Mas antes de falar detalhadamente, façamos
algumas considerações gerais sobre a influência
do tempo na vida do homem.
Há muitas coisas valiosas neste mundo, como propriedades,
bens, trabalho, e assim por diante. Mas a coisa mais valiosa é
o tempo. Como a água de um rio que corre, nunca volta.
E uma coisa que não se pode guardar, e jamais se consegue
recuperar. E uma das ferramentas mais democráticas que
existe: todos o temos da mesma forma e tamanho. A maneira como
o usamos é que difere os indivíduos de sucesso dos
homens comuns.
Sêneca, estadista e filósofo romano, dizia que a
vida era longa o suficiente, e que se você usasse o tempo
com eficiência, seria bastante para realizar alguma coisa
importante. Mas se desperdiçou a vida na dissipação
e na indolência, se não viveu por alguma coisa que
valeu a pena, compreenderia depois que já era tarde demais.
O sucesso e o fracasso dependem, em grande parte, da maneira como
você usa seu tempo.
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