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O problema se torna ainda mais grave quando você, nessa
situação, começa a se cobrar por não
obter resultados concretos. A coisa acontece mais ou menos assim:
você sabe o que tem de fazer para ser aprovado, no entanto
você não faz. Muitas pessoas à sua volta começam
a ser aprovadas, mas você não Sua frustração
cresce rapidamente. Você as vê tendo sucesso, sabe
o que deve fazer para obtê-lo, mas não encontra forças
para agir. ou seja estudar. Você perde a crença no
próprio potencial. Dessa forma você fica abatido
demais para adotar qualquer mudança profunda de hábitos.
Forma-se então o ciclo da inércia: quanto mais deprimido,
menos força para mudar você tem; quanto menos força
para mudar. Mais você fica deprimido, e por aí vai
até que forças externas como este livro te tirem,
temporária mente, desse estado.
Com freqüência, ao ver pessoas bem-sucedidas, caímos
na armadilha mental de pensar que elas estão onde estão
por terem algum dom especial. No entanto. uma observação
mais atenta demonstrará que o maior dom que as pessoas
excepcionalmente bem- sucedidas têm em relação
às pessoas comuns é sua habilidade de agir.
Daqui a cinco anos, duas coisas poderão acontecer quando
você olhar para o seu passado — no caso, hoje.
Ou você vai se orgulhar de ter mudado seus hábitos.
Estará satisfeito com os resultados obtidos nos últimos
cinco anos. Estará ocupando um cargo público, ganhando
um bom salário, sonhando com outros projetos, sentindo-se
útil à sociedade pelo exercício de sua função.
Sentirá uma sensação tremenda de realização.
Ou você vai estar arrependido por não ter feito nada
de notável na vida. Provavelmente trabalhando ardorosamente
numa coisa que talvez nem goste, mas precise dela para sobreviver.
Estará experimentando uma tremenda sensação
de impotência. Amargura. Sentindo-se vítima do sistema.
E, principalmente. vendo sua vida passar sem que você tenha
capacidade de poder alterar coisa alguma, sendo meramente espectador
de si mesmo — quando poderia ser o roteirista. E aí,
o que você escolhe?
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